A deputada federal por São Paulo, Erika Hilton (PSOL) usou suas redes sociais para comunicar que pediu uma investigação sobre o processo de venda de ingressos do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, especificamente, sobre o trabalho da plataforma Eventim. A venda geral para a edição da próxima temporada já iniciou e rapidamente esgotou-se.
Anualmente, os fãs seguem reclamando sobre a dificuldade de conseguir ingressos para acompanhar de perto a prova do Brasil. Existem algumas informações de que os ingressos acabam em poucos minutos, chegando a sumir dos carrinhos de compras e até na hora do pagamento. Na última semana, clientes PortoBank e do cartão Amex, conseguiram ter acesso a pré-vendas exclusivas, mas tudo também se esgotou rapidamente.
Por conta das reclamações nas mídias sociais por conta das dificuldades na hora de adquirir o ingresso, a deputada”solicitou que a Secretaria Nacional do Consumidor investigue a venda de ingressos para o GP de São Paulo”.
“Não é normal que todos os ingressos de um evento que recebe, anualmente, um público de cerca de 300 mil pessoas, estejam esgotados sete minutos depois do início das vendas, conforme apuração da imprensa. Por isso, estou requerendo que sejam apuradas as possibilidades de que parte dos ingressos tenha sido reservada para cambistas, para plataformas digitais de revenda ou para a venda em futuros lotes ‘extraordinários’ mais caros. Também estou solicitando que a Eventim seja questionada sobre quais os métodos utilizados para proteger sua plataforma de bots de compras automatizadas e como são feitos os procedimentos de confirmação de identidade dos compradores. E sim, meu mandato está investindo um pouco de seu tempo nisso. Pois recebemos essa demanda de parte da população e entendemos que é direito de todas as pessoas que elas comprem em condições justas, transparentes e funcionais”, declarou Erika.
Além disso, só entre 2022 e 2025, o setor de eventos recebeu cerca de R$ 60 bilhões de dinheiro público apenas com o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, o Perse, isso sem contar eventuais outros benefícios. E o GP de São Paulo ocorre em Interlagos pois a prefeitura de São Paulo paga por isso. São cerca de 132 milhões de reais por ano pagos à Fórmula 1, além do investimento de R$ 500 milhões feito pela prefeitura para requalificar o Autódromo de Interlagos. Isso tudo é dinheiro público. Um setor que recebe tanto apoio do governo e da sociedade precisa se guiar pelas melhores práticas comerciais possíveis”, finalizou a deputada.
A organização do GP de São Paulo, em resposta ao site Motorsport.com, decidiu se pronunciar e ressaltou a grande busca dos fãs dos pelos ingressos.
“O GP São Paulo tem hoje uma grande demanda por ingressos, como se nota no recorde de público atingido ano após ano, o que tem se observado também em praticamente todos os GPs do Mundial de F1. Essa demanda, supera hoje, em muito, a capacidade do autódromo de Interlagos e de oferta de ingressos, fenômeno que também pode ser observado em diversos outros eventos”.