O chefe da Red Bull, Laurent Mekies, revelou que seu primeiro trabalho como diretor de segurança da FIA, há quase uma década, foi reformular o credenciamento da Superlicença, tudo isso após Max Verstappen tirar a sua com apenas 17 anos.
O holandês tornou-se o estreante mais jovem da história da categoria ao integrar o grid principal em 2015, porém Mekies precisou corrigir o registro ao declarar que, ao invés de ajudar o piloto em sua trajetória até a F1, algo que fez o presidente da FIA, Jean Todt, afirmando que: “Isso não pode acontecer novamente”.
Anteriormente, o agora chefe da Red Bull, havia trabalhado no paddock com a Arrows, Minardi e Toro Rosso, antes de assumir um papel importante na FIA em 2014, mesma época em que Verstappen conseguiu pular da Fórmula 3 diretamente para a F1.
“Cheguei à FIA justamente quando Max obteve sua Superlicença aos 17 anos, e a primeira coisa que Jean Todt, o presidente da FIA na época, me pediu para fazer foi: ‘Sabe de uma coisa, esse garoto, Max, acabou de tirar a licença com 17 anos. Isso é ridículo'”, comentou Mekies.
“Sabe, as pessoas não vão entender por que você não pode ter uma carteira de habilitação para dirigir na rua e ao mesmo tempo pilotar um carro de Fórmula 1, então, por favor, analise isso com sua equipe. Criem uma nova estrutura para a obtenção da superlicença, porque isso não pode acontecer novamente. Graças ao excelente desempenho de Max, agora temos um sistema de pontos para superlicença completamente novo, incluindo a idade mínima. É melhor que ele não saiba que eu estava tentando impedi-lo um pouco!”, declarou o dirigente.
Atualmente, Mekies e Max Verstappen estão atuando juntos na Red Bull, onde o agora chefe da equipe assumiu o lugar deixado por Christian Horner, demitido do cargo na equipe.
Para obter a Superlicença, os pilotos agora, precisam acumular no mínimo 40 pontos da Superlicença da FIA em um período de três anos, além de no mínimo ter atingido a maioridade, ou seja, completar 18 anos, além de outros requisitos.