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TV revelou: Fernando Alonso tentou chantagear a McLaren na F1

Por Leandro Geraldone
28 de dezembro de 2025
Em Últimas notícias
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Já se passaram anos desde o maior escândalo de espionagem da história da Fórmula 1, mas o episódio — conhecido como Spygate — ainda rendeu revelações. Em 2018, ano marcado pela então despedida de Fernando Alonso da categoria, um novo capítulo veio à tona sobre o envolvimento do espanhol naquele conturbado 2007.

Segundo reportagem da BBC, Alonso teria tentado chantagear a McLaren durante o auge de sua rivalidade com Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe à época. O piloto espanhol ameaçou expor informações internas do escândalo de espionagem caso a equipe não prejudicasse o britânico no GP da Hungria de 2007.

A história principal é conhecida: a McLaren obteve dados confidenciais da Ferrari, repassados por Nigel Stepney, então chefe de mecânicos da escuderia italiana. Inicialmente, a FIA absolveu a equipe inglesa, mas após novas provas, impôs uma multa recorde de US$ 100 milhões e desclassificou a McLaren do Mundial de Construtores. O título acabou ficando com a Ferrari, liderada por Kimi Räikkönen, campeão daquele ano, e Felipe Massa.

A tentativa de chantagem

De acordo com a BBC, após o treino classificatório do GP da Hungria — quando Alonso bloqueou Hamilton nos boxes e acabou punido com a perda da pole position —, o espanhol teria procurado Ron Dennis, então chefe da McLaren, para exigir que o britânico fosse prejudicado na corrida.

Naquela temporada, o formato de classificação obrigava os pilotos a iniciar a prova com o combustível usado no treino. A equipe alternava o revezamento da vantagem entre Alonso e Hamilton, mas, naquele sábado, Hamilton desrespeitou o acordo interno, o que enfureceu o espanhol.

Como “compensação”, Alonso exigiu que a McLaren não completasse o tanque de Hamilton na corrida, de modo que ele não conseguisse terminar a prova. Caso o pedido fosse ignorado, Alonso ameaçava entregar à FIA e-mails que comprovavam o envolvimento da equipe no caso de espionagem.

Dennis, alarmado, comunicou o fato a Martin Whitmarsh e, em seguida, a Max Mosley, então presidente da FIA. Mosley, que já tinha conhecimento dos e-mails, recomendou que Alonso fosse mantido na corrida. A chantagem acabou não surtindo efeito, e o episódio foi determinante para a punição definitiva da McLaren.

O desfecho

Alonso mais tarde retirou a ameaça e pediu desculpas ao chefe da equipe, mas terminou derrotado — tanto no GP quanto na disputa pelo título. Ao final da temporada, deixou a McLaren.

Com o passar dos anos, Alonso e Hamilton superaram a rivalidade e chegaram a trocar elogios, embora não se saiba se Hamilton chegou a descobrir a tentativa de chantagem feita por seu ex-companheiro.

O caso segue sendo um dos episódios mais marcantes e controversos da história moderna da Fórmula 1 — e um lembrete de como o talento e a tensão podem andar lado a lado no topo do automobilismo.

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