As lendas das pistas Michael Schumacher e Ayrton Senna compartilharam as curvas e retas da Fórmula 1 por um breve período. No início dos anos 1990, Senna já era um piloto consagrado, enquanto Schumacher ainda despontava como um jovem talento em ascensão.
Em 1994, o alemão defendia a Benetton e esperava disputar o título com o brasileiro, que havia se transferido para a Williams — equipe dominante na temporada anterior — e era apontado como favorito ao tetracampeonato mundial.
Nos primeiros GPs daquele ano, Schumacher demonstrou desempenho superior, enquanto Senna enfrentava dificuldades para se adaptar ao novo carro da Williams. No entanto, a rivalidade promissora entre os dois teve um fim trágico com a morte de Ayrton no Grande Prêmio de San Marino.
Poucos sabem, mas Schumacher ficou profundamente abalado com o acidente. No documentário Schumacher, lançado em 2021, sua esposa, Corinna, revelou que o marido teve grande dificuldade para lidar com o ocorrido.
Schumacher ficou traumatizado após a morte de Senna
Corinna contou que Michael passou a ter pesadelos recorrentes com o acidente fatal. Naquela corrida, ele venceu o GP de San Marino, mas o estado de Senna só foi confirmado horas depois, causando choque em todo o mundo.
“Michael se questionava se havia agido da maneira certa naquele dia. Foi um momento muito difícil”, relatou a esposa. O próprio Schumacher também comentou, na época, sobre os efeitos do trauma: “Foi algo muito estranho. Eu acordava durante a noite e dormia talvez três horas por noite.”
Décadas depois, o alemão viveu outro drama pessoal ao sofrer um grave acidente de esqui nos Alpes Franceses. Desde então, Schumacher segue em recuperação, e sua família mantém sob sigilo as informações sobre seu estado de saúde.