Em 330 de março de 1972, o Brasil entrou para a história da Fórmula 1 ao receber a primeira prova extracampeonato (fora de época), no Autódromo de Interlagos. O responsável foi o ex-piloto e jornalista Antônio Carlos Scavone, fundador da revista AutoEsporte, na época, ainda ocupava a posição diretor da TV Globo.
Scavone trabalhou no projeto por dois anos, antes de reformar o local que ocorreria a corrida. Em 1970, o jornalista trouxe um torneio de Fórmula Ford, servindo como uma homologação da pista. No ano seguinte, uma prova de Fórmula 2, sendo um teste antes de uma corrida da F1 em 1972.
Quem ficou responsável pela organização do evento foi o Automóvel Clube do Estado de São Paulo. Um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou a ser disponibilizado para o resgate, caso ocorresse um acidente, além de oito ambulâncias. No total, cerca de 180 funcionários trabalharam, além de 500 policiais militares e 92 bombeiros. Ao todo, foram 50 mil ingressos vendidos.
Entre os pilotos participantes, os destaques eram os irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi, além de José Carlos Pace, o argentino Carlos Reutemann e o sueco Ronnie Peterson.
A pole ficou para Emerson Fittipaldi, com um tempo de 2m32s383, a volta mais rápida em Interlagos até então. Contudo, a vitória foi de Carlos Reutemann, que disputava pela primeira vez na F1. O pódio foi completado por Ronnie Peterson e Wilsinho Fittipaldi. O austríaco Helmut Marko foi o quarto, com o australiano Dave Walker em quinto e Luiz Pereira Bueno, finalizou os seis melhores colocados.
Está corrida foi o principal motivo para o Brasil entrar em definitivo no calendário anual da Fórmula 1, já no ano seguinte.
Primeira prova oficial
A primeira corrida em solo brasileiro válida pelo campeonato mundial foi marcada pela vitória de Emerson Fittipaldi, dirigindo o Lotus 72D.