A FIA anunciou a inclusão de um mecanismo para garantir uma igualdade de condições entre os fabricantes de unidades de potências da Fórmula 1, antes da mudança no regulamento da categoria em 2026.
Para a próxima temporada, as unidades de potência terão uma grande mudança desde a introdução dos híbridos de 2014, com os sistemas elétricos sendo reforçados de 120 kW para 350 kW, com MGU-H sendo removido e combustíveis sustentáveis também sendo adicionados.
A Audi estreará em um projeto de fábrica na Fórmula 1, assim como a Red Bull Powertrains, que também ingressará pela primeira vez, enquanto a Honda retorna como uma operação de fábrica completa, juntando-se com a Mercedes e à Ferrari como fornecedores, além da Renault pronta para se retirar ao fim da temporada atual.
Por conta da complexidade dos novos regulamentos, aguarda-se uma ampla gama de desempenho das unidades de potência, com a FIA anunciando a adição do conceito de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO), durante uma reunião do Conselho Mundial de Automobilismo.
O ADUO tem como objetivo “oferecer maiores oportunidades de desenvolvimento para fabricantes de PU que se encontram significativamente atrás de seus concorrentes em termos de desempenho”.
Além disto, outras medidas foram acordadas para aliviar o teto de custos aos fabricantes que enfrentam “sérios problemas de confiabilidade que poderiam ser muito prejudiciais sob o teto de custos”.
Ainda foram consideradas na reunião do WMSC as negociações para o Acordo da Concórdia, com o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, que segue otimista com as negociações.
“À medida que continuamos nossas discussões positivas com a FOM e as equipes para concluir o novo acordo, juntos temos a chance de fazer história. Nossa estreita colaboração permitirá que o campeonato continue a crescer globalmente, atraindo um número cada vez maior de fãs e proporcionando um futuro que permitirá à FIA consolidar seu papel como reguladora”, comentou.