Durante a pausa de uma etapa para outra na Fórmula 1, alguns rostos famosos no paddock da categoria se reuniram no Tribunal Comercial do Circuito, em Londres, local onde acontece o processo entre a McLaren e Alex Palou, piloto da IndyCar, que recusou o contrato com o time papaya.
A McLaren está processando o piloto espanhol e alguns de seus patrocinadores em mais de US$ 20 milhões, afirmando que perderam está quantia quando Palou decidiu voltar atrás no seu acordo com o time britânico, descrito como “de segunda classe”, porém cada dia, mas coisas são reveladas.
No centro das acusações do processo judicial está Zak Brown, CEO da McLaren e um dos nomes mais conhecidos da Fórmula 1, atualmente.
O empresário e Palou trocam acusações por promessas que podem ou não terem sido feitas. A defesa do espanhol argumenta que ele apenas concordou juntar-se à McLaren em troca de uma vaga futura no grid principal, porém o time papaya afirma que este acordo nunca foi fechado.
Ao apresentar sua defesa, a equipe de Palou acusou que a McLaren de usar a Fórmula 1 como tática de negociação, escondendo a contratação de Oscar Piastri, que anunciou seu chegada ao time britânico em agosto de 2022, este sendo o motivo do espanhol decidiu cancelar o acordo.
Os advogados afirmam que Brown nunca aceitou a contratação de Oscar Piastri, escolhido pelo ex-chefe da equipe, Andreas Seidl. O CEO da McLaren teria afirmado que se o ano do australiano não fosse bom, a vaga em 2024 seria de Palou. A equipe do empresário nega essas acusações.
O desentendimento serva de exemplo para outra briga judiciária que está ocorrendo, entre Felipe Massa contra a Fórmula 1, FIA e Bernie Ecclestone. O brasileiro alega que os mandatários da categoria sabiam do infame caso “Crashgate”, que ocorreu na temporada de 2008, interferindo na perda seu título.
O ex-piloto da Ferrari pede 82 milhões de dólares como compensação, valor calculado pela perda de uma quantia por não ficar com o título ao fim da temporada. Contudo, o Planet F1 argumenta que o caso de Palou vs. McLaren sirva de lição para manter esses desentendimentos longe dos tribunais, reconsiderando sua abordagem.