O ex-piloto Juan Pablo Montoya, considerou a ideia de que a responsável pelos rumores que ligam Oscar Piastri à Ferrari seja a Red Bull, buscando desestabilizar a McLaren na reta final do campeonato.
A situação na equipe papaya anda complicada e segue chamando atenção do público, após Lando Norris atingir Piastri na primeira volta do GP de Singapura, fazendo com que o atual líder do mundial de pilotos sentir-se que as regras foram quebradas, mas o prejudicando.
A frustração do australiano pôde ser vista durante a prova, em conjunto com outras decisões questionáveis que a equipe tomou ao longo dos anos, fazendo com que rumores de uma possível saída de Piastri começasse a ganhar força.
“A grande questão é que são só pessoas mexendo com a situação, inventando histórias. No fim das contas, é uma ótima maneira de mexer com a situação e causar problemas para a McLaren. É um pouco como o que Toto (Wolff, chefe da Mercedes) fez com Max. Ele tinha alguma chance real de conseguir Max? Quem sabe. Mas virou manchete. A história sobre Piastri e Ferrari poderia estar vindo da Red Bull, por exemplo. Alguém na Red Bull poderia estar pensando: ‘Isso seria um grande vazamento, só para agitar as coisas e desestabilizar a McLaren'”, declarou Montoya.
Porém o colombiano fez questão de comentar que a situação é favorável para Piastri, que pode utilizar esses rumores à seu favor dentro da McLaren, podendo pedir até mais respeito dentro da equipe.
“Mas, ao mesmo tempo, se você acha que Oscar é realmente bom e sabe que outras equipes o querem, então esta é uma ótima maneira de dizer em nome de Oscar à McLaren: ‘Se você me quer, você tem que me respeitar'”, comentou, afirmando que a McLaren segue colocando a equipe acima do piloto.
Montoya ainda comentou sobre as interferências que a McLaren, sua ex-equipe, tem feito durante a disputa dos dois pilotos pelo título do campeonato, declarando que eles precisam deixar Norris e Piastri competirem entre si, mesmo Andrea Stella, diretor da equipe, tendo feito um trabalho importante mantendo a união.
“Mas nas corridas, eles precisam deixá-los ser mais flexíveis. Para os pilotos individuais, eles sabem que esta pode ser a chance; esta pode ser a única chance em suas carreiras de se tornarem campeões mundiais. Você não quer voltar para casa no final da corrida em Abu Dhabi pensando: ‘Cara, eu fui muito bonzinho. Eu ia passar esse cara, mas não passei porque não queria irritar ninguém’. Isso não é F1, você tem que ir em frente”, declarou.