Esporte onde dois pilotos defendam defender os interesses de uma mesma equipe na disputa pelo Mundial de Construtores, a Fórmula 1 ainda proporciona a disputa entre eles mesmo para ficarem com o título de automobilistas ao fim da temporada. A situação parece engraçada, mas está acontecendo em 2025, com Lando Norris e Oscar Piastri, pilotos da McLaren, chegando pesado na briga pela vitória ao fim das corridas.
Com todos temendo que os automobilistas saiam na porrada pelos acontecimentos, o chefe da McLaren, Andrea Stella, garantiu que seus pilotos estão competindo de forma justa, visto que Max Verstappen segue vivo na briga, esperando apenas um erro para se aproveitar.
Contudo, está não é a primeira vez que companheiros de equipe se tornam rivais pelo títulos. Confira abaixo cinco exemplos;
1 – Lewis Hamilton e Nico Rosberg (2016)
Uma das brigas mais memoráveis aconteceu em 2016, quando a “Guerra de Prata” tornou-se pública. Principal time da temporada, a Mercedes dominava as pistas e viu seus pilotos brigarem por conta do campeonato de pilotos.
Durante a disputa do Grande Prêmio da Espanha daquele ano, Rosberg conquistou a pole position, mas começou a corrida de forma desastrosa e viu Hamilton saltar para a P2. Na curva 3, o britânico decidiu subir por dentro, mas o alemão não o deixou para o lado desejado. Ao invés de recuar, Lewis simplesmente foi para a grama, batendo seu pneu dianteiro direito no traseiro de Nico, ocasionado um incidente com os dois carros na brita e fora da corrida.
Os pilotos fora repreendidos e após o evento, a temporada permaneceu altamente competitiva, mas sem colisões ao decorrer. Ao fim, Nico Rosberg superou Hamilton e conquistou seu primeiro e único título da F1.
2 – Hakkinen e Coulthard (1999)
A disputa do título de 1999 foi bastante animada, com a dupla da McLaren, Mika Hakkinen e David Coulthard, e os dois pilotos da Ferrari, Michael Schumacher e Eddie Irvine na briga. Contudo, o alemão da Scuderia quebrou a perna em Silverstone, saindo de vez da luta, que permaneceu animada.
Na corrida seguinte, Hakkinen conseguiu colocar seu carro na pole à frente do companheiro de equipe, que decidiu ultrapassar o finlandês e tentou entrar na curva 2 logo na primeira volta. Ao realizar está manobra, os dois rodaram na pista, mas conseguiram retomar a corrida, mas Irvine da Ferrari venceu a prova.
Ao fim da prova, Coulthard admitiu seu erro, pedindo desculpas ao seu companheiro de equipe em seguia. Ao fim da temporada, Hakkinen foi o campeão.
3 – Senna e Prost (1989)
Uma disputas internas mais complicadas ocorreu novamente na McLaren, com Ayrton Senna e Alain Prost disputando o título daquela temporada. Com o francês tendo 16 pontos de diferença, o piloto brasileiro precisava apenas superar seu companheiro e conseguiu conquistar a pole no Japão.
Contudo, Prost teve uma largada fantástica na corrida e assumiu a ponta rapidamente. O francês dominou boa parte da prova, porém uma troca de pneus fez Senna entrar novamente na briga. Com Senna superando o companheiro, ambos entraram na chicane, mas Alain freou e Ayrton entrou para um vaga inexistente, com ambos tocando e causando uma parada dos motores.
Ao fim da temporada, Alain Prost conquistou o título do campeonato, com Senna finalizando como vice.
4 – Verstappen e Ricciardo (2018)
A briga pelo título entre Ferrari e Mercedes no início da temporada parecia promissora, porém a Red Bull decidiu apostar no fator surpresa, mas o Grande Prêmio do Azerbaijão foi crucial para a briga dentro os taurinos.
Verstappen e Ricciardo brigavam acirradamente pela quarta posição, mas durante a volta 40, Verstappen foi para um lado, abrindo o caminho para o australiano, que bateu em sua traseira. Na época, Daniel encerrou sua passagem pela equipe austríaca e Max permaneceu sendo o protegido da RBR.
5 – Hamilton e Alonso (2007)
Durante o Grande Prêmio da Hungria, a tensão entre a dupla da McLaren aumentaram drasticamente ao longo do ano, porém na corrida estava perto do limite. Apenas dois pontos separavam Alonso e Hamilton na classificação, porém o espanhol decidiu resolver a situação por conta própria, já que viu o piloto britânico ignorando as ordens da equipe.
Com a equipe tentando ter uma dupla pilha de pneus, Alonso superou os 10 segundos no box, pensando em atrapalhar Hamilton, que estava preso atrás dele na corrida. Por conta deste problema, Ron Dennis, jogou fora seus fones de ouvido com raiva por conta da estratégia do espanhol, fazendo com que a bandeira azul aparecesse.
Os comissários determinaram que Alonso provocou o incidente de propósito e lhe aplicaram uma punição de cinco segundos, o que lhe fez cair para a sexta posição e a McLaren também foi punida.