Toto Wolff pediu que a Fórmula 1 revisasse a possibilidade de sediar novamente um Grande Prêmio da Coreia do Sul, denominando o país como um “mercado inexplorado”.
A F1 sediou o GP da Coreia entre 2010 e 2013, com as corridas sendo disputadas no Circuito de Yeognam, porém o cancelamento ocorreu em 2014, após os organizadores ficarem insatisfeitos com os temos de contratos impostos pela FOM, perdendo cerca de US$ 20 milhões em 2016.
Desde então, o Grande Prêmio da Malásia também saiu do calendário anual, deixando a categoria com apenas três corridas no mercado asiático, sem novos GPs sendo adicionados por conta do aumento modernos na popularidade da categoria.
A realização de um GP do Vietnã foi proposta e cancelada em 2020, por conta da COVID e nunca mais adicionado ao calendário por conta da prisão do presidente organizados do país, acusado de corrupção, mas algo que não estava relacionado à corrida.
Como a Mercedes irá sediar uma corrida demonstrativa na Coreia do Sul com Valtteri Bottas, Wolff já demonstrou apoiar o retorno do país ao calendário.
“Esse mercado tem sido um pouco inexplorado há algum tempo, considerando que a Fórmula 1 cresceu muito nos últimos anos, principalmente entre o público mais jovem. Você sabe, nosso grupo demográfico com maior crescimento é o de mulheres jovens de 15 a 24 anos, e elas são muito ativas nas mídias sociais. A Coreia do Sul é um país extremamente conectado às mídias sociais, então seria ótimo se pudéssemos voltar e mostrar como a Fórmula 1 mudou nos últimos 10 anos”, comentou Wolff à Reuters.
Atualmente, no calendário asiático a F1 tem corridas na China, Japão e Singapura, com seis nas Américas e quatro no Oriente Médio.
Com o aumento do calendário para 24 corridas anuais, as mudanças foram feitas para “regionalizar” os GPs, com o Japão avançando para um horário logo no início da temporada, deixando a data habitual entre setembro ou outubro, e o GP do Canadá se aproximando do de Miami.
Ainda houveram conversas sobre corridas rotativas, com o GP da Bélgica previsto para tornar-se bienal a partir de 2027, sendo o motivo para Toto pensar em uma prova no Leste Asiático.
“O presidente e CEO da F1, Stefano Domenicali, tem como objetivo sempre equilibrar bem as coisas. Obviamente, há fatores comerciais, mas também planejamento de longo prazo, e acredito que temos uma pequena lacuna na Ásia Oriental”, finalizou.