O drama sobre o futuro de Mick Schumacher continua. O piloto alemão teve mais uma “porta fechada” ao não conseguir conquistar uma das vagas oferecidas pela Cadillac, fazendo com que até seu tipo se preocupe com sua situação futura na Fórmula 1.
Mesmo tendo conversas bastante avançadas com a futura 11ª equipe do grid em 2026, o time norte-americano optou por ficar com Valtteri Bottas e Sergio Pérez, deixando o filho de Michael Schumacher de fora dos seus planos.
Antes da negativa final, o diretor da Cadillac, Graeme Lowdon, chegou a confirmar o interesse em Mick, que passou dois anos correndo pela Haas, em 2021 e 2022.
“Há algumas coisas positivas a dizer sobre Mick. Ele é claramente um dos pilotos da lista. Mas, eu também devo dizer que a lista é bem longa”, declarou Lowdon, em entrevista à Sky Deutschland, em julho.
Seis semanas após essas falas, a Cadillac anunciou a contratação dos experientes pilotos campeões de GPs pela Mercedes e Red Bull, que estarão nos assentos do time na estreia do grid.
“Contratar dois pilotos tão experientes como Bottas e Checo é um sinal ousado de intenção. Eles já viram de tudo e sabem o que é preciso para ter sucesso na Fórmula 1. Mas, mais importante, eles entendem o que significa ajudar a construir uma equipe. A liderança, o feedback, os instintos arraigados nas corridas e, claro, a velocidade deles serão inestimáveis para dar vida a esta equipe”, declarou Lowdon.
A decisão pegou todos de surpresa, incluindo o tio de Mick, Ralf Schumacher, ficou perplexo com a escolha da equipe, já que para ele, a combinação de experiência e juventude seria melhor.
“A Cadillac escolheu Bottas e Perez porque ambos venceram corridas, trabalharam com equipes de ponta e quebraram pouco ou nada. Isso é importante para uma equipe que quer reunir insights e informações rapidamente”, declarou Ralf, ao T-Oline.
“Acho que é um pouco surpreendente, porque eu teria preferido a combinação de experiência e juventude. Estou convencido de que Mick teria dado algo à equipe com a experiência de corrida que ele tem na Fórmula 1 e também com suas últimas aparições no Campeonato Mundial de Endurance. Claro, você pode dizer: Nico Hulkenberg também voltou depois de uma longa pausa”, finalizou.
É importante relembrar que anteriormente, Mick já havia sido associado à Mercedes, Williams, Audi e Alpine, porém todos não quiseram o alemão em sua equipe.
Mesmo admitindo que seu maior sonho é retornar ao grid da Fórmula 1, o jovem piloto permanece correndo no Campeonato Mundial de Endurance com a Alpine, onde conquistou dois pódios. Atualmente, ele está cotado para assumir uma vaga na IndyCar, onde começou a fazer testes com a equipe Rahal Letterman Laningan Racing.
Por conta da idade e pelos talentos que estão surgindo anualmente, Ralf Schumacher acredita que as chances do sobrinho estão diminuindo drasticamente.
“Ele está fora da Fórmula 1 há alguns anos, já dá para dizer que ele está ficando sem tempo. E não se esqueça, já existem alguns pilotos mais jovens da Fórmula 2, por exemplo Alex Dunne ou Arvid Lindblad, ambos com boas chances de chegar à Fórmula 1 em um futuro próximo. Não fica mais fácil para Mick, é preciso dizer. “Estatisticamente falando, está ficando cada vez mais difícil para o Mick, sejamos honestos. Quanto mais tempo ele ficar fora, menor a probabilidade de ele retornar”, finalizou.