Alexander Albon manifestou sua frustração consigo mesmo após comprovar o que poderá ser um ato de heroísmo do seu atual companheiro de Williams, Carlos Sainz, que finalizou em terceiro no GP do Azerbaijão.
O tailandês entrou no Circuito de Baku com uma sequência de pontos conquistados em 11 dos 13 grandes prêmios disputados na atual temporada, esperando render uma boa pontuação para a equipe sediada em Grove, porém sem o sucesso esperado.
Contudo, Albon acabou com suas esperanças de finalizar a corrida no Azerbaijão entre os 10 primeiros, quando de maneira atípica, bateu em uma barreira na parte interna da Curva 1, quebrando a sua suspensão dianteira esquerda do seu carro, obrigando-o a largar na última fila do grid.
O tailandês finalizou apenas em 13º, sendo um péssimo fim de semana para o piloto, evidenciando quando ele se envolveu em um acidente com Franco Colapinto, da Alpine, fazendo com que ele recebesse uma penalidade de 10 segundos por conta da colisão.
Em sua quarta temporada como piloto da Williams, Alex ainda não conseguiu subir ao pódio em nenhuma oportunidade. Diferentemente, do ano difícil que Sainz enfrentava desde sua saída da Ferrari, o espanhol conseguiu se recuperar com o pódio conquistado no último fim de semana.
“Primeiramente, estou muito feliz pelo Carlos. Ele teve um fim de semana muito sólido, da classificação à corrida. Não cometeu erros, o que, considerando o clima e as condições, não foi fácil. E o carro estava rápido. Estou frustrado comigo mesmo porque não marquei pontos em um fim de semana em que talvez fosse o mais fácil, mas acontece. Ao mesmo tempo, é ótimo para o campeonato de construtores com os pontos que Carlos marcou, e ótimo para ele também. Ele sempre foi extremamente rápido, mas teve azar, então foi bom ter isso. É bom se livrar do azar, então foi bom para ele”, declarou Albon, em coletiva para a imprensa.
A frustração do tailandês aumentou pelo fato dele ter descoberto ter um carro rápido atrás dele, tudo durante o fim de semana, principalmente durante a corrida, porém não conseguiu ir tão além do que esperado.
“Acho que devemos ter sido um dos poucos carros que conseguiram ultrapassar outros carros em trens DRS. Tínhamos ritmo para isso. Obviamente, fomos rápidos na pista. Com razão, muitos carros do meio do pelotão reagiram à minha parada e tentaram me cobrir imediatamente para fora do pit lane. Depois, a situação ficou um pouco complicada com o Franco culpa minha, mas quando tivemos ar limpo, o que durou talvez 10 voltas da corrida, fomos rápidos. Só que nunca chegamos lá. Obviamente, o dano foi feito na qualificação”, finalizou Albon.