O fim de semana no Azerbaijão foi um momento de reflexão da Sauber. Gabriel Bortoleto batalhou para chegar na 11ª posição, porém por pouco não conseguiu pontuar. Já Nico Hülkenberg finalizou a corrida em 16º, novamente sem marcar nenhum tento, algo que particularmente foi decepcionante para o veterano.
Disputando no pelotão intermediário em Baku, com uma disputa acirrada por posições, mas sem conseguir o objetivo desejado. Contudo, o chefe da Sauber, Jonathan Wheatley, a calma pós-corrida se manteve, mesmo os resultados não sendo como esperado.
“Para ser sincero, essas foram as duas pistas mais instáveis para nós. Sabíamos disso de antemão. Sem o vento, provavelmente teríamos tido um desempenho diferente no fim de semana. Na última volta do Gabriel no Q2, se você olhar o painel, ele foi empurrado para fora na Curva 16. Essa teria sido a volta de classificação dele, talvez até perto do Q3. Aí sim estaríamos falando de algo diferente hoje”, comentou Wheatley.
De acordo com Wheatley, a Sauber não teve apenas dificuldades em pistas de alta velocidade, porém sem suscetível ao vento.
As circunstâncias externas não foram o único fator decisivo para a performance de baixa da equipe. Segundo Wheatley, Baku demonstrou mais uma vez que o time de Bortoleto ainda não consegue igualar o ritmo de seus rivais diretos.
“No final das contas, nossos concorrentes tiveram o melhor ritmo de corrida e classificação. Perdemos para a Racing Bulls, que teve um dia muito forte. Mas pelo menos conseguimos manter a Aston Martin ao nosso alcance”, revelou o chefe da Sauber.
Para o restante da temporada, a situação do pelotão intermediário é algo difícil para a Sauber, visto que as diferenças entre os pilotos são extremamente pequenas. Mesmo com um pequeno erro na hora da classificação, ou um vento inesperado como aconteceu com Bortoleto, poderá fazer uma diferença entre o Q3 e uma posição na hora da largada, deixando-o fora do Top-10.
“Estamos discutindo internamente se há alguma pista com a qual estamos menos animados. Se pudéssemos prever o ritmo com segurança, também poderíamos planejar melhor nossa estratégia de pneus para o fim de semana”, declarou Wheatley, sobre o foco do time Hinwil.
Com isso, a Sauber pretende acumular o máximo de expertise possíveis antes de transforma-se em uma equipe de fábrica da Audi: “Talvez eu conseguisse avaliar nosso ritmo melhor do que agora. Mas isso faz parte do processo de aprendizado. Ainda precisamos nos consolidar nessas áreas”, admitiu Jonathan.