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F1 ficou sem saída e GP na Europa foi cancelado

Por Nelly Sandra
20 de setembro de 2025
Em Últimas notícias
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O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que a decisão de retirar o Grande Prêmio da Rússia do Calendário da F1 em 2022, não foi dada pela entidade. De acordo com o mandatário, a decisão foi tomada pela FOM, empresa que detém todos os direitos comerciais da categoria, fazendo com que a saída ocorresse logo após o início da guerra na Ucrânia.

“Para ser claro, foi a FOM que tomou essa decisão. Houve pressão sobre a FIA para suspender as corridas na Rússia, mas eu disse que não iria quebrar as regras para ninguém”, comentou Sulayem, em entrevista ao jornal sueco, Expressen.

Quando questionado sobre o retorno da etapa russa ao calendário, o atual presidente destacou a necessidade de seguir as diretrizes esportivas globais, mas alertou os riscos de transformar a categoria em apenas uma plataforma comercial.

“Existe uma diferença entre a parte comercial da Fórmula 1 e o automobilismo. Mas vamos esperar. Você acha que a guerra vai durar para sempre? Eu espero que não. São muitas vidas em risco, dos dois lados. Eu odeio a guerra, é simples assim. Não se trata apenas de esporte, também é entretenimento e negócio. Mas não pode continuar se for apenas uma máquina de dinheiro. Aí você perde a alma do esporte. Isso seria o começo do fim”, comentou.

Nos últimos tempos, Bem Sulayem tem se envolvido em atritos com as equipes da categoria, além da parte comercial, liderada pelo CEO da F1, Stefano Domenicalli. Um dos exemplos é a adição de mais uma equipe no grid, o que já foi descartado pelo italiano, mas que o presidente da FIA afirma estar estudando.

“A FIA fez o que deveria e eu tive que aguentar todas as críticas. Estou disposto a passar por isso de novo? Sim, se for pela razão certa. Precisamos de outro time? Não. Precisamos do time certo. Não é sobre quantidade, é sobre qualidade. Mas isso tornaria as coisas muito interessantes”, declarou.

Sulayem alertou contra a politização na hora de escolher os países para receber as corridas: “Se pensarmos assim toda vez que formos escolher um país, não vamos a lugar nenhum. Talvez devêssemos simplesmente voltar aqui para a Suécia, e podemos ter tudo. Nós não misturamos religião e política. Para nós, é sobre pessoas e automobilismo. Mas nunca levaríamos nossa gente para lugares que não fossem seguros”, ironizou.

Por fim, Ben Sulayem criticou a imprensa britânica, acusando-a de ataques coordenados contra sua gestão: “Infelizmente, não são apenas pessoas escondidas atrás de telas, às vezes são jornalistas que querem vender mais jornais. Nunca vi ninguém mais brutal do que a imprensa britânica. Eles se orgulham e dizem: ‘Ah, conseguimos tirar o nosso primeiro-ministro’. Isso é realmente um sucesso? Um país sem primeiro-ministro por muito tempo não é bom. O que importa são os melhores interesses das pessoas”.

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