A sequência de vitórias da McLaren chegou ao fim no Grande Prêmio da Itália, quando Max Verstappen dominou o circuito de Monza. O chefe da equipe papaya, Andrea Stella, declarou que o desempenho abaixo do esperado, destacando uma diferença fundamental no conceito aerodinâmico entre o MCL39 e o RB21, da Red Bull, especialmente em circunstâncias de baixo arrasto.
Max surpreendeu logo no treino classificatório ao ficar com a pole position e ainda com a volta mais rápida da história, em um ajuste de aerofólio traseiro extremamente reduzido, escolha que gerou dúvidas dentro da própria equie taurina.
“Antes da classificação, algumas pessoas dentro da equipe queriam tentar algo diferente com a configuração, mas eu disse: ‘Não, não devemos fazer isso’”, declarou Verstappen.
“Quando voltei para o meu quarto, ainda pude ver alguns rostos e algumas pessoas duvidando daquela direção de configuração. Mas eu simplesmente senti: ‘Isto é o que precisamos fazer’ e, felizmente, deu certo”, revelou o holandês.
O chefe da McLaren reconheceu a competência da Red Bull, que finalizou o GP da Itália com mais de 19 segundos de vantagem, admitindo que os papayas não esperavam essa grande diferença de desempenho em Monza, mesmo acreditando que a equipe previa uma corrida bastante equilibrada, o que não aconteceu.
“Eu tenho que admitir que, embora esperássemos não ser tão dominantes quanto fomos na Hungria e em Zandvoort, nós não esperávamos ter esse tipo de diferença para qualquer um de nossos concorrentes. Nós pensamos que ainda seríamos potencialmente, esperançosamente, tão competitivos e rápidos quanto qualquer outro. Mas temos que admitir que ontem (classificação) a Red Bull foi um ou dois décimos mais rápida do que nós. E provavelmente hoje (corrida) eles foram um pouco mais do que isso mais rápidos, considerando que Verstappen estava em condições de ultrapassar Lando, e considerando o quanto ele estava abrindo a vantagem no primeiro stint”, comentou Andrea Stella, antes da corrida da Itália.
Stella destacou que a vantagem da Red Bull pode está ligada à filosofia de projeto do RB21, que busca manter a eficiência aerodinâmica mesmo com configurações de baixo arrasto, o que não é aplicado da mesma maneira no MCL39.
“Acho que temos visto que sempre que a Red Bull opta por um baixo nível de arrasto, ou seja, asas traseiras pequenas, eles parecem reter muita eficiência aerodinâmica. Nós projetamos nosso carro não neste regime, mas em um regime diferente. Mas isso tende a seguir uma tendência que também tivemos no ano passado. Então, acho que para nós, em termos de projeto fundamental, certamente há uma lição a ser aprendida, porque não queremos ser competitivos apenas em uma certa categoria de circuitos. Queremos ser competitivos em todos os circuitos”, finalizou Stella.