A ex-sócia e chefe da equipe Williams na Fórmula 1, Claire Williams, retratou sua recente visita ao Grande Prêmio da Inglaterra, como uma maneira especial de fechar o seu ciclo no paddock, deixando claro que não existe planos de retornar a um cargo de liderança na categoria.
Em entrevista à Champions Speakers, Williams relatou que, apesar de ter permanecido afastada da F1 desde 2020, entrar novamente no paddock de Silverstone foi uma experiência emocionante e que a fez bem.
“Pude aproveitar o ambiente, rever pessoas que não via há anos e respirar tudo isso. Foi uma experiência muito diferente, que realmente gostei”, declarou.
A ex-executiva foi convidada para participar da cobertura do Channel 4, onde teve a oportunidade de voltar à área onde atuou durante anos, destacando que não existe volta.
“No momento, parece um caso muito especial, único. Fui convidada para participar da transmissão e adorei fazer parte, mas não vejo retorno a um cargo de liderança na F1. Saí por razões muito importantes”, comentou Claire.
Williams ainda contou que sua saída da equipe foi dolorosa, mas que teve um grande impacto na sua vida social, onde encontrou prazeres passando mais tempo com sua família. Ou seja, sua volta a Silverstone, foi algo benéfico: “Não reabriu feridas. Se algo, me deu a chance de olhar para tudo de forma diferente. Pude apreciar o esporte, o ambiente e as pessoas sem a pressão de gerenciar uma equipe. Foi mais um fechamento do que outra coisa, e muito positivo”.
A visita de Claire foi bastante especial, onde ela presencial momentos importante da F1, como o primeiro pódio de Nico Hulkenberg em 238 corridas, o que a emocionou.
“Foi muito comovente. Trabalhei de perto com Nico em 2010 e sempre soube do talento dele, mas também das dificuldades que enfrentou. Vê-lo finalmente no pódio foi maravilhoso e um momento de orgulho para mim”, declarou Williams, que ainda reencontrou o ex-piloto Nigel Mansell e visitou a garagem da sua antiga equipe.
Sem atuar diretamente com o esporte, Claire pretende continuar colaborando com a Fórmula 1, por meio de mídias sociais e funções como embaixadora, mantendo-se ligada a categoria, mas sem pressões executivas em sua cabeça.