O CEO da McLaren, Zak Brown explicou como o teto orçamentário ajudou a equipe a evitar a falência e retomar o caminho e sucesso na competição automobilística. A fala foi dada após o vice-presidente da Ferrari, Piero Ferrari, afirmar que a equipe foi prejudicada por conta desta ação, o que atrapalhou na briga por novas vitórias.
Mesmo garantindo que a época da Covid-19 foi “algo terrível”, o mandatário comentou que a Papaya teve “sorte com o timing”.
Na temporada de 2020, a McLaren não estava bem e sofria para se aproximar ao poder financeiro do adversários, principalmente da Mercedes, que esteve dominando durante quase uma década. Por conta deste problema, o futuro da equipe britânico se manteve incerto. Enquanto uma enorme crise financeira afetava por conta do coronavírus, a categoria começou a discutir a possibilidade de adotar um controle de gastos para proteger os times que passariam por dificuldades, o que teria salvado o time papaya de falir, como contou o empresário norte-americano.
Em 2024, a McLaren conseguiu se recuperar de todas as adversidades e quebrou um jejum de mais de 25 anos, voltando a conquistar o título do Mundial de Construtores. Na atualidade, sua dupla de pilotos, Lando Norris e Oscar Piastri se colocaram na briga pelo troféu no campeonato de pilotos, ficando bastante à frente dos adversários. É bom relembrar que a última vez que automobilista papaya venceu foi em 2008, com Lewis Hamilton, o primeiro da carreira do que depois vinha ser heptacampeão.
“Do ponto de vista da Covid, tivemos sorte com o timing. Obviamente, a Covid foi algo terrível, mas colocou o esporte sob uma pressão imensa. E foi justamente quando estávamos discutindo o teto orçamentário, que inicialmente seria significativamente mais alto. Então tivemos um pouco de sorte com o momento, porque isso me permitiu pressionar ainda mais para reduzir o valor do teto”, contou Brown durante uma participação no podcast “How Leaders Lead”.
O CEO da McLaren, fez questão de afirmar que a nova regra financeira foi essencial, pois trouxe um equilíbrio na categoria, deixando todos com as mesmas possibilidades e condições.
“No ano passado tivemos sete pilotos diferentes vencendo em mais de uma oportunidade. Foi a primeira vez que me lembro de ver esse número de vencedores na F1. Quatro equipes diferentes venceram corridas. As três principais equipes trocaram posições no Mundial de Construtores no final do ano”, sublinhou. “E isso aconteceu porque agora todos nós estamos jogando em igualdade de condições”, finalizou Brown.