A principal notícia da temporada passada da Fórmula 1 foi anunciada antes mesmo do início do campeonato, quando Lewis Hamilton anunciou sua saída da Mercedes após 12 anos de casa e que iria se aventurar vestindo o macacão da Ferrari em 2025. Mais de um ano já se passou, e George Russell decidiu se pronunciar sobre o caso, declarando que a mudança era necessária para ambos os lados.
Em entrevista ao portal britânico Motorsport.com, o agora experiente piloto da equipe alemã, avaliou como positiva a saída do heptacampeã mundial, tanto para o time quanto para Hamilton, para que coisas voltassem ao normal.
Contudo, Russell admitiu que o clima dentro da equipe mudou com a saída de Hamilton, substituído pelo prodígio Andrea Kimi Antonelli, mas que a tarefa mais importante dentro da escuderia comandada por Toto Wolff é o desempenho nas pistas. Sendo o piloto principal da Mercedes, o britânico possui uma vitória na temporada, somando 172 pontos dos 236 conquistados pelos Flechas Prateados, que ocupam a terceira posição no Campeonato de Construtores.
“Com certeza, o clima dentro da equipe é diferente. Mas, no fim das contas, só olhamos para uma coisa: o desempenho. Começamos muito bem, obviamente. Agora passamos por uma fase ruim. Espero que possamos retomar o caminho certo, mas sempre há prós e contras em qualquer mudança que faz em uma organização. Mas acho que a mudança foi com Lewis. É algo bom para ele. E esse recomeço é realmente muito bom para nós, como equipe. Às vezes, é preciso quebrar o molde para voltar aos trilhos”, afirmou Russell.
Ocupando a 4ª posição no Mundial de Pilotos, com 172 pontos conquistados, Russell vê seu companheiro ter uma sequencia negativa nas últimas etapas. Com apenas 64 tentos, Kimi Antonelli só conseguiu terminar entre os 10 primeiros uma vez nas últimas quatro etapas, ocupando a última posição para pontuar.
O “recomeço” de Hamilton também não está sendo fácil, com o heptacampeão mundial garantindo 109 pontos e sem subir ao pódio em nenhuma etapa, até então. O britânico ocupa a sexta posição no Mundial de Pilotos, enquanto sua nova equipe, a Ferrari ocupa a vice-liderança na competição de construtores com 260 tentos, muito atrás da McLaren que domina com 559.