A Fórmula 1 decidiu preservar para a próxima temporada a regra polêmica que obriga os pilotos a fazerem duas paradas no Grande Prêmio de Mônaco. A determinação foi utilizada pela primeira vez este ano, porém gerou muita controvérsia nos bastidores, além de acusações de manipulação do resultado ao fim da corrida.
A obrigatoriedade dos dois pit-stops ocorreu por conta de um ocorrido em 2024, quando Sergio Pérez e os carros da Haas bateram forte logo após a largada, provocando uma bandeira vermelha.
Na ocasião, todos os pilotos aproveitaram para alterarem seus pneus médios pelos duros, e ou outro disponível no momento, visto que a bandeira vermelha permite a mudança de compostos. E para não precisarem voltar novamente para boxes, os pilotos correram em um ritmo lento, mais do que o habitual até a bandeirada final.
A conclusão da corrida vencida por Charles Leclerc em casa, se tornou alto de várias reclamações que desaprovaram o resultado final. Por conta disto, a F1 exigiu que houvesse no mínimo obrigatoriamente, duas trocas em 2025, independente de situação com bandeira vermelha.
A intenção era trazer imprecisão sobre quem venceria no final, porém o que realmente foi visto na corrida de 2025 não foi como o esperado. Algumas equipes perceberam na regra uma maneira incomum, para ultrapassar no travado circuito de rua de Monte Carlo, o que a F1 não esperava.
A Racing Bulls por exemplo, colocou os carros no Q3 e usou Liam Lawson para apreender todo o pelotão atrás enquanto Isak Hadjar parava para trocar seus pneus. Logo em seguida a Williams decidiu fazer o mesmo, com Alexander Albon e Carlos Sainz, esse último chegando a declarar que a estratégia era uma “manipulação”.
Mesmo com as reclamações, a regra foi aprovada por votação eletrônica na última reunião do Conselho Mundial de Automobilismo e adicionada oficialmente no regulamento esportivo de 2026. No artigo 6.3.6, que diz o seguinte: “Para a corrida em Mônaco, cada piloto deve usar pelo menos três jogos de pneus de qualquer especificação durante a corrida.”
Quem odiou a situação foi George Russell, piloto da Mercedes, que por ter ficado no Q2, foi uma das vítimas da armadilha da Williams, ficando preso atrás de Albon. Totalmente irritado com a situação, o britânico decidiu cortar a Nouvelle Chicane para ultrapassar o tailandês, mesmo sabendo que seria punido.