GERAL

6 de dezembro de 2021
Ultima do brasileiro de motovelocidade disputada em Goiania

A última etapa do campeonato brasileiro de motovelocidade, disputada nos dias 26, 27 e 28 de novembro, no autódromo de Goiânia, encerrou o ano, definindo os campeões.

O otimismo por parte dos motovelocistas é justificável. Para 2022, as perspectivas são de aumento no grid, entrada de outros autódromos, e por consequência, aumento no numero de etapas do campeonato que finalmente tem a real possibilidade de contar com o apoio de um grande patrocinador.
Na principal categoria, SBK PRÓ, antes da quinta rodada dupla, todos nos boxes,  já sabiam quem seria o campeão. Rodrigo Dazzi (Ello, Speed Car, Rio Racing), venceu todas as corridas, sendo campeão com 100% de aproveitamento, não é pouco, o piloto do estado do Espírito Santo, trabalhou duro, treinou todos os fins de semanas que pôde, e no momento mais difícil, com seu equipamento reserva, a sorte lhe ajudou a conseguir uma vitória, que ele mesmo considerou, seria impossível vencer naquelas condições, mas, Dazzi contou com a “sorte dos campeões”. Foram 10 provas vencidas pelo “carequinha voador”. Dazzi é o cara a ser batido na próxima temporada. A disputa ficou então, pelo vice-campeonato. O favorito, Pedro Lins (Império, Grupo Saga, CH Barra), foi segundo na primeira prova e foi ao chão na terceira volta da segunda prova. Com abandono do Pedro, o vice ficou com Luis Bertoli (Trans Apucarana, PRT Racing, ML Bert), que vinha em terceiro na classificação. O carioca Pedro, foi o piloto que chegou mais perto de ameaçar as vitorias de Dazzi. No inicio da temporada, a diferença entre os dois ela de aproximadamente 1segundo e meio. Na ultima corrida, segunda volta do Pedro, antes da queda, o carioca tinha virado dois décimos mais rápido, portanto a evolução foi grande e podemos esperar grandes duelos no ano que vem.
Entre os pilotos da categoria 600 Supersport, apesar da pouca diferença na pontuação, o favorito era Rubens Mesquita (R11 Racing, DMB Adv.), que acabou por confirmar a conquista no sábado, e ainda venceu no domingo. Welber Barros, que chegou na quinta etapa em segundo na classificação, conquistou apenas um sexto lugar nas duas provas. A boa notícia para os cariocas é que Alex Pires (Império, Grupo Saga, CH Barra), equipe Center Moto Racing, ficou com o vice-campeonato no Goiás Superbike. Pires evoluiu bastante em temporada que trocou de categoria, saindo da 1000cc para a 600cc, e trocou também de moto, deixando a Honda e montando na Kawasaki.
Na categoria de entrada, 300 Supersport, os dois pilotos na frente na pontuação do campeonato, foram para as ultimas provas separados por apenas 1 ponto, a favor do piloto João Fascineli. Curioso, e até certo ponto preocupante, João e Daw Pereira (Cotec Construtora, Chicago Motors), chegaram até a final sem vencer. A explicação está, em parte, no número de punições por corrida, foi de duas a três, em media. No sábado, Daw conquistou sua primeira vitória, com a punição a piloto Raquel. Essa grande quantidade de punições é ruim para o campeonato. O piloto vence, sobe no pódio, comemora e depois, muda tudo. Os campeões na SSP300, foram: o rider pernambucano, Daw Pereira e sua equipe Vinícius Racing, acelerando sempre dentro do regulamento.
Levando em conta que ainda estamos passando por uma pandemia, a organização do brasileiro de motovelocidade foi bem sucedida em manter o “circo” funcionando, mesmo sem publico, e ainda mantendo todos os protocolos. Nada disso estaria acontecendo, sem a participação da Yamaha, através do Yamalube bLU cRU Cup South América, organizado pelo Allan Douglas. O campeonato da “serpente azul”, se tornou referência nacional, e principalmente, um exemplo do que é possível fazer. Pessimismos a parte, os motovelocistas avançam para um certame cada vez mais seguro, competitivo e espetacular. Temporada 2022 está logo ali.

Destaques da etapa Final:
(18) Daw Pereira com a placa de líder,  comemorando primeira vitória.

(18) Daw Pereira, campeão na ssp 300.

(Capacete no alto) Alex Pires, evoluindo na 600.

(11) Rubens Mesquita levou o caneco na ssp 600.

Dazzi seguido de perto por Pedro.

(30) Pedro Lins foi quem chegou mais perto do líder.

Texto e fotos: Marcelo Moreira