GERAL

5 de outubro de 2020
Desafios que a F1 deve enfrentar em Nurburgring

Segundo a previsão, a temperatura no domingo deve variar entre três e oito graus

Sete anos depois, a Fórmula 1 volta a correr no circuito alemão de Nurburgring. Mas as condições climáticas devem ser muito diferentes das vistas na última prova realizada no local. A previsão do tempo aponta frio e chuva para este final de semana, condições que devem mexer muito no trabalho das equipes.
Essa será a 41ª aparição do circuito na F1 ao longo dos 70 anos do Mundial, e sua configuração atual é a quarta a ser usada na categoria, aparecendo pela primeira vez em 2002, no GP da Europa, que teve vitória de Rubens Barrichello.

Nurburgring, além de ser uma das pistas que mais recebeu a F1 na história, detém outro recorde dentro do Mundial: nenhum circuito recebeu tantos GPs com nomes diferentes. A pista alemã já sediou 26 vezes o GP da Alemanha, o da Europa 12, duas vezes o de Luxemburgo e, agora, o GP de Eifel.

Segundo a previsão do tempo, do site Weather.com, a sexta-feira deve ter as temperaturas mais altas, com mínima de seis e máxima de 12 graus. Por outro lado, o domingo deve ser o mais frio, variando entre três e oito graus. Todos os dias têm previsão de chuva na casa dos 80%.

Para o GP de Eifel, a Pirelli optou pelas opções intermediárias de pneus, C2, C3 e C4 e, por ser uma pista que a F1 não visitou recentemente, não há dados confiáveis o suficiente para os modelos atuais de compostos e os carros.

Com isso, quilometragem será chave no final de semana. Dos vinte pilotos do grid, apenas sete estavam no último GP da Alemanha realizado no local, em 2013: Lewis Hamilton, Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen, Valtteri Bottas, Sergio Pérez, Daniel Ricciardo e Romain Grosjean.

O frio ainda traz outro desafio para as equipes. Em vez de se preocupar com as bolhas, algo recorrente em 2020 e no modelo atual de pneus da Pirelli, o esfarelamento podem ser a bola da vez, por ser mais difícil para os pilotos aquecerem os compostos para as temperaturas ideais, o que pode causar problemas de aderência.

Em uma prova onde saber lidar com os pneus é essencial, a Mercedes pode ter um benefício na gestão da temperatura dos pneus, com o seu sistema de Direção de Eixo Duplo (DED) podendo ser um grande aliado.

E a chuva pode ser um problema ainda maior junto com as baixas temperaturas. Quanto mais fria a pista, mais pode demorar para ela secar. Com a previsão de chuva para a corrida, existe a possibilidade de uma prova similar ao GP da Europa de 2007 realizado no local. Na ocasião, Alonso venceu, com Massa e Webber no pódio. A corrida foi marcada por uma forte chuva que mexeu com a ordem no começo e, após um período de pista seca, terminou com novas pancadas.

Recentemente, Nurburgring recebeu mais uma edição de sua tradicional prova de 24 Horas, que precisou ser paralisada por mais de nove horas como resultado de uma chuva torrencial que caiu durante a noite. Isso também pode afetar a aderência da pista, tornando-a mais escorregadia.

Mas, apesar deste desafio que a F1 deve enfrentar em Nurburgring, o GP de Eifel não deve ser a corrida mais fria da história. Essa marca é, no momento, do GP do Canadá de 1978, o primeiro realizado em Montreal, que contou com máxima de cinco graus. Após a prova, Gilles Villeneuve, Jody Schekter e Carlos Reutemann apareceram no pódio de jaquetas por causa do frio.
Fonte: Motorsport.com